Ao analisar o texto de Gênesis 1.26-28, encontramos dois aspectos primordiais da criação do homem. Que o mesmo é criado à imagem e semelhança do Criador e que lhe tem a ordenança de dominar e subjugar parte da criação. Porém, pode-se observar que esses conceitos têm sido interpretados de forma equivocada e desalinhada com o verdadeiro sentido, levando assim a consequências destrutivas.
Tomando isso como ponto de partida, o homem tem interpretado o sentido de domínio como direito de explorar sem precisar cuidar e preservar da natureza. Porém, essa interpretação não encontra apoio bíblico. Pois, prejudicar a natureza, impacta negativamente a vida do próximo, o qual o homem é chamado a amar. Além disso, se entende a criação como um acontecimento único, onde o homem é parte de um todo, e não um ato isolado.
Outrossim, se quando mencionamos que o homem é a imagem e semelhança de Deus, compreende-se que suas virtudes e atitudes tenham como base o modelo de Deus. Dessa forma, dominar de forma semelhante a Ele significa ser o dono de toda a criação, como encontra-se em Salmo 24.1-2, e assim, cuida dela nos pequenos detalhes como apresentado em Mateus 6.26a, quando Jesus diz “Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta.”. Dessa forma, é revelado que o verdadeiro sentido dos termos dominar e subjugar é o de cuidar.
Assim sendo, deve-se compreender os termos de Gênesis 1.26-28 tomando como referência o Criador, pois o mesmo tem em sua natureza uma governança baseada no zelo e cuidado, assim também, entregando a responsabilidade ao ser humano de fazer o mesmo, cuidar de toda a criação.





