A Espiritualidade Cristã e as Dinâmicas do Atual Mercado de Trabalho

Ao tratar-se de Espiritualidade Cristã é natural que se lembre de atividades e momentos envolvendo a presença de Deus nas dependências da igreja e do ministério sacerdotal na mesma. Porém, através das escrituras, percebemos que a espiritualidade é entendida em um âmbito muito mais abrangente.

Segundo Paulo, quando escreve em sua carta aos Colossenses no capítulo 3 e versículos 23 e 24: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança, pois é a Cristo, o Senhor, a quem vocês servem.” Nessa passagem conhecida, o apóstolo deixa claro que, Jesus Cristo sendo nosso Senhor, então tudo o que praticarmos deverá ser feito como se fosse diretamente para Ele. Paulo também diz em 1 Coríntios 10:31 que “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.”, enfatizando que todas as atividades, sendo elas mesmo além do âmbito eclesiastico, são para a gloria de Deus, ou seja, nossas atividades ordinárias são meios de glorificar a Deus praticando a espiritualidade.

Contudo, o ser humano tem dificuldade em aplicar isso de forma direta em seu meio profissional, pois em grande parte das vezes enxerga o mercado de trabalho como um empecilho ou mesmo um atraso para as vontades de Deus para sua vida. Porém, compreende-se que o trabalho não é uma criação pós queda, e sim instituída no início da criação ao dar a Adão sua primeira atividade de nomear os animais. Bem verdade que a consequência da queda é transformar o trabalho em algo mais árduo, porém não um desvio das vontade de Deus na vida do ser humano.

Desse modo, pode-se entender que a espiritualidade cristã faz parte da vida do ser humano como um todo, principalmente no meio profissional, onde o cristão tem a oportunidade de criar um ambiente voltado para os valores do Reino de Deus e glorificar a Ele.

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